Relógio de Sol


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A Casa da Torre alberga dentro dos seus muros uma relíquia da freguesia de Soutelo. Um exemplar de grande beleza de um relógio de sol de jardim, esculpido à mão, que além de ornamentar os viçosos jardins soutelenses também era utilizado pela população para medir a passagem do tempo. Regra geral, os relógios de sol de jardim exibem no topo uma superfície plana dividida em quadrantes que serve de mostrador e um pino ou placa que funciona como ponteiro. À medida que o sol se move ao longo do dia, a sombra provocada pelo ‘ponteiro’ move-se ao longo do mostrador, percorrendo as diferentes linhas que indicam as horas.

Os relógios de Sol acompanharam a evolução das civilizações humanas e evoluíram ao ritmo do progresso do conhecimento, podendo apresentar várias formas e feitios. Dos mais pequenos e portáteis até aos exemplares mais imponentes incorporados nas paredes de edifícios, passando pelos que eram colocados em praças ou jardins, são autênticas obras de arte, carregados de um enorme simbolismo histórico, que resultam da fusão de dois ramos fundamentais do saber, a geometria e a matemática. Todos os relógios de sol devem ser alinhados com o eixo de rotação da Terra, para que produza uma medição precisa da hora correta.

Desenganem-se os que acham que os relógios de sol são objetos de um passado muito longínquo porque até há um século o tempo coletivo era medido na capital portuguesa pelos relógios solares. No início do século XX, existiam ainda na cidade de Lisboa relógios de sol ligados a pequenas peças de artilharia, que disparavam por altura do meio-dia, quando o sol batia sobre uma lente colocada no local que fazia acender uma mecha que provocava um disparo. O som do disparo alertava para a hora do meio-dia e era com esta referência que os lisboetas acertavam os seus relógios mecânicos.