​Selecionador Nacional de Karate não poupou elogios ao trabalho desenvolvido no Centro Escolar de Soutelo!

O selecionador nacional de Karate, João Gonçalves, esteve ontem, 20 de junho, no Centro Escolar de Soutelo para realizar as avaliações dos alunos no âmbito da passagem de cinto, iniciativa integrada no projeto de alfabetização motora. O nome é invulgar, mas o conceito é fácil de entender. O projeto de alfabetização motora começa antes da aprendizagem da arte marcial propriamente dita. Nesta fase, os alunos aprendem competências genéricas ao nível articular e muscular (coordenação, velocidade, equilíbrio, elasticidade…) que lhes serão úteis tanto na prática desportiva como nas mais diversas situações da vida. A iniciativa é apoiada pela União Europeia e está a ser desenvolvida em seis estados-membros, entre os quais Portugal. Em Soutelo, está ao dispor dos alunos graças à parceria entre a Junta de Freguesia de Soutelo, a APAES (Associação de Pais e Amigos das Escolas de Soutelo) e o Centro Escolar de Soutelo (em representação do Agrupamento de Escolas de Vila Verde).

Foi sob o olhar atento do selecionador e do mestre local, João Silva, que 22 alunos soutelenses de diferentes níveis de escolaridade realizaram o processo de avaliação, número que deixou o selecionador nacional com um sorriso de orelha a orelha. À quantidade de alunos inscritos junta-se a qualidade do trabalho desenvolvido e estão reunidos os principais ingredientes para uma receita de sucesso. “A realidade que encontrei em Soutelo é extremamente positiva. O técnico [João Silva] está envolvido há muitos anos na modalidade e preocupado com esta temática, daí que seja natural encontramos os alunos perfeitamente integrados neste modelo”, afirmou João Gonçalves.

O cariz inclusivo da modalidade também ajuda a aumentar os índices de participação. “A criança sente prazer por se sentir incluída na realização de todos os exercícios. Temos crianças com fatores biométricos muito distintos (altura, massa corporal…) e de diferentes níveis de escolaridade, mas há uma participação massiva porque é uma prática interessante e motivadora, em que as crianças se sentem a evoluir”, referiu o selecionador nacional. “Ao longo dos anos, os alunos estimulados nestas práticas têm menor propensão à ocorrência de lesões. Têm maior predisposição ao nível da elasticidade, velocidade e força, as capacidades físicas condicionais, e também nas capacidades coordenativas, como o equilíbrio estático, equilíbrio dinâmico e destreza motora. É uma base importante para todas as modalidades desportivas”, concluiu João Gonçalves.

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