Junta de Soutelo agradece ao Governo o apoio na conquista da manutenção de todas as turmas de primeiro ciclo!

O Ministério da Educação reconsiderou a decisão de fechar uma turma de primeiro ciclo em Soutelo, que vai assim manter as quatro turmas com que encerrou o passado ano letivo. A Junta de Freguesia local vem a público agradecer ao Governo socialista o bom senso e sensibilidade demonstrados na matéria e a todos que, tal como nós, encetaram esforços para preservar a qualidade da educação das nossas crianças. Infelizmente, o cenário não é novo e, uma vez mais, a autarquia soutelense não baixou os braços e lutou contra medidas prejudiciais para o desenvolvimento sadio e integral dos mais jovens. Felizmente, com trabalho e afinco, foi possível levar o barco a bom porto.

O presidente da Junta de Freguesia de Soutelo teve uma intervenção ativa no processo, com uma postura incansável de defesa do melhor interesse da população. No dia 28 de julho, Filipe Silva deslocou-se pessoalmente ao DGEstE, na primeira de várias reuniões e contactos para tentar reverter a situação. Na passada segunda-feira, 08 de agosto, o autarca soutelense voltou a reunir pessoalmente com a Secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, que se mostrou sensibilizada para a questão. Um encontro que deixava antever o desfecho positivo que viria a ser comunicado na Quinta-feira (10 de agosto) ao Agrupamento de Escolas de Vila Verde.

Infelizmente, o presidente da Junta de Freguesia não trouxe apenas boas notícias na bagagem no regresso a Soutelo. A primeira foi a garantia, dada pela própria, de que durante este processo Alexandra Leitão não foi contactada por qualquer entidade vilaverdense com responsabilidades diretas na matéria. Uma inoperância atemorizadora que ganha proporções dantescas com as inúmeras notícias publicadas na comunicação social a darem conta precisamente do contrário. A Secretária de Estado da Educação reiterou também as informações já avançadas pelo DGEstE, de que o Ministério se limita a analisar os dados enviados pelo Agrupamento de Escolas de Vila Verde. Tanto o Agrupamento de Escolas como o Município de Vila Verde sabiam de antemão que estaria por vir, mas escolheram informar as populações apenas várias semanas depois.

Aliás, a comunidade escolar soube da notícia pela comunicação social, uma vez que já figurava nos jornais locais antes de recebermos o aviso oficial. Fonte estatal revelou também que existe de facto um compromisso assumido pelo Município de Vila Verde de encerramento de algumas escolas do concelho e encaminhamento dos respetivos alunos para os centros escolares mais próximos. Para não se fecharem escolas, cortam-se turmas em estabelecimentos de ensino que deveriam estar em crescimento. Um contrassenso que deixa antever que podemos voltar a ter este problema nos próximos anos, caso não se verifique uma mudança de postura das entidades responsáveis pela matéria, a Câmara Municipal e o Agrupamento de Escolas de Vila Verde.

Em conjunto, os centros escolares construídos pelo concelho implicaram o investimento de vários milhões de euros dos cofres públicos, equipados com materiais educativos modernos e muito bem apetrechados em recursos humanos para garantir condições de excelência aos alunos vilaverdenses. No entanto, ano após ano tentam diminuir o número de alunos no Centro Escolar de Soutelo. A primeira tentativa surgiu em 2015, um ano após a abertura do centro escolar, uma medida irresponsável e totalmente desfasada das contingências da realidade local. Acabaria por ser revogada após semanas de luta, numa jornada que uniu a comunidade soutelense, com a participação de mais de uma centena de encarregados de educação, e a autarquia local na prossecução da dignidade na educação das nossas crianças. Uma medida irresponsável e duplamente punitiva, já que estaríamos a deteriorar a qualidade de ensino das crianças e, em simultâneo, a negligenciar o dinheiro dos contribuintes.

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Fonte S.Miguel

Praia do Mirante

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